CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE AS DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS

Bruna de Oliveira

            A Sociedade Brasileira de Coloproctologia e outras Sociedades que envolvem o sistema digestivo alertam sobre o conjunto de doenças caracterizadas como inflamatórias intestinais; são patologias que não têm cura, mas que se adequadamente tratadas oferece uma boa qualidade de vida e um baixo índice de complicações no decorrer dos anos de doença.

            As Doenças Inflamatórias Intestinais não possuem patogenia conhecida, podendo estar envolvidas com processos imunológicos ou hereditários e, agravadas pelo hábito de vida do portador. Acomete mais de cinco milhões de pessoas no mundo, sem preferência por sexo, sendo mais prevalente na terceira década de vida, ou seja, jovens, o que acaba gerando limitações para a vida adulta quando não adequadamente diagnosticados e tratados. No Brasil, os maiores índices reportados da doença estão nas regiões sul e sudeste, contemplando 80% dos casos do país.

            Essas doenças são caracterizadas por alterações estruturais que provocam inflamação crônica no sistema digestivo. As principais são a retocolite ulcerativa – atinge mais o intestino grosso e a doença de Crohn – pode comprometer intestino delgado, intestino grosso e canal anal. Ambas doenças podem ter formas extraintestinais, comprometendo diversos órgãos e sistemas.

            Os sintomas mais comuns são diarreia – com pus, muco ou sangue; cólicas, gases, fraqueza, perda de apetite e febre. A cura não existe, mas há controle da doença quando tratada, permitindo um melhor impacto na vida da pessoa. Salientando que o tabagismo e histórico familiar são fatores de risco importantes para a doença inflamatória intestinal e câncer.

            O diagnóstico é feito com colonoscopia e biópsia, podendo ser usado outros métodos complementares como a tomografia computadorizada e a ressonância magnética.

            Pacientes com doença inflamatória possuem maior propensão a desenvolver câncer em relação à população saudável, principalmente após os 50 anos, idade de início para rastreamento com colonoscopia, a qual pode ser indicada antes quando há histórico familiar de doenças que acometem o intestino. A colonoscopia é, sem dúvidas, o melhor método diagnóstico e se observa, ainda hoje, resistência à realização do exame, por isso a necessidade de desmistificar o procedimento e salientar que quando prontamente diagnosticado e tratado a doença, seja ela qual for, maiores são as chances de viver mais e melhor.

Previna-se! Conscientize-se!

Para saber mais acesse: https://sbcp.org.br/noticias/maio-roxo-voce-conhece-as-doencas-inflamatorias-intestinais/