MOVIMENTO ANTIVACINA E A AMEAÇA À SAÚDE

 

Bruna de Oliveira

 

 

Relatório disponibilizado pela Organização Mundial da Saúde – OMS em que inclui a resistência antivacina entre os dez maiores riscos à saúde mundial, afirma que essa situação ameaça reverter o processo no combate às doenças evitáveis.

Vacinação evita mais de 3 milhões de mortes anuais e é uma das formas mais antigas e eficientes no combate de doenças, além do custo não ser exorbitante.  

A falta de informação, confiança, interesses religiosos e dificuldade no acesso às vacinas podem ser alguns dos motivos da não vacinação. Devido a essa prática os números preliminares da OMS indicam que surtos de doenças como sarampo, doença altamente contagiosa, aumentaram cerca de 300% no mundo de janeiro a março de 2019.

Relatório da Unicef – Fundo das Nações Unidas para a Infância, comunicou 98% dos países relataram aumento nos casos de doenças prevenidas com a vacinação. As três piores nações em termos de notificação de doenças, como o sarampo, foram Ucrânia, Filipinas e Brasil. Esse órgão aponta que a verdadeira infecção é a desinformação e que as mortes seriam evitáveis se houvesse complacência e bom senso.

É sabido que o surgimento das vacinas foi por meio de técnicas arcaicas utilizando lesões de varíola e colocando em pessoas saudáveis, sendo que seria banalizado atualmente por questões éticas e legais. Porém, foram elas que propiciaram a queda brusca na mortalidade de crianças no século passado, as quais morriam por doenças contagiosas, entre elas o sarampo – uma das principais causas de óbito nessa faixa etária.

Oswaldo Cruz em 1904, como diretor geral da Saúde Publica – espécie de Ministro da Saúde pontuou a obrigatoriedade da vacina, culminando na Revolta da Vacina e sendo o primeiro movimento de resistência no Brasil. Em 2019, abordando nossa questão de direito individual há quem opte pela vacinação e há resistência, porém, com muito mais informações disponíveis e cercados de confiança científica, os motivos para optar pelo não favorece um estado de adoecimento global, prejudicando e expondo todos a riscos, pois permite que doenças antes controladas retornem e se disseminem com uma velocidade maior.

O livre arbítrio nesse caso pesa bastante, pois vários que optam pela integridade e pelo bem social, livre de doença, paga o preço de revolucionários. É uma polêmica que deve ser debatida em escolas e nos lares, pois influencia fortemente a vida em sociedade, de modo geral e principalmente, ameaça a sua saúde.