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Antônio Marcos da Cunha 

 

Desde minha infância essa controvérsia me chamava muito atenção. Já ouvi muita gente falar que somos macacos evoluídos e considerar quem pensava diferente um fundamentalista religioso, um criacionista alienado. Primeiramente não tenho nada contra a Ciência, ao contrário sou favorável a ela, sou um cientista social há muitos anos. Quando era um jovem estudante do tempo do “ginásio”, toda vez que um professor ou outra pessoa dizia que éramos macacos evoluídos ficava incomodado. Nunca admiti que isso pudesse ser real. Nada contra os macacos, pois são criaturas de Deus.

Percebi que muitos nem chegaram a conhecer o autor dessa possível Teoria, Charles Darwin, outros leram algumas coisas sobre ele ou ouviram algum professor na faculdade falar sobre a Teoria da Evolução das Espécies, mas mesmo sem fundamento teórico alguns defendiam a tese de que somos descendentes dos macacos. Esse é o grande problema de muitos que se dizem letrados, mas que na verdade não leem muito não. A consequência disso é a deturpação dos fatos. Agora ficou pior, pois com as mídias digitais, todos os dias são veiculados informações mentirosas sobre fatos e pessoas e essas informações viram uma bola de neve de mentiras.

Charles Darwin nunca disse que somos descendentes dos macacos!  Mas antes de falar mais sobre isso vamos saber um pouco mais sobre ele: Charles Darwin era inglês, nasceu em 12 de fevereiro de 1809 em Shrewsbury. Seu pai, Robert Darwin era Físico, sua mãe, Susannah Wedgood Darwin morreu quando ele tinha apenas oito anos de idade. Com dezesseis anos, Darwin deixou Sherewsbury para estudar medicina na Universidade de Edinburgh e depois foi para a Universidade de Cambridge com o objetivo de tornar-se clérigo da Igreja da Inglaterra. 

A vida religiosa não o agradou e em 31 de dezembro de 1831 aceitou o convite para tornar-se membro de uma expedição científica a bordo do navio Beagle. Assim, Darwin passou cinco anos (1831 a 1836) navegando pela costa do Pacífico e pela América do sul. Durante este período, o Beagle aportou em quase todos os continentes e ilhas maiores à medida que contornava o mundo, inclusive no Brasil. Durante os cinco anos que ele permaneceu nessa viagem científica, e também depois, Darwin buscou descobrir a razão da grande diversidade de plantas e animais.

Ao voltar para sua terra escreveu vários livros e obras científicas. Em 1859, escreveu o livro: A Origem das Espécies. Posteriormente, Darwin escreveu outra obra: A Descendência do Homem, nesta manifestou suas ideias sobre o surgimento da raça humana no planeta Terra. Seus dois livros geraram debates e muitas controvérsias na época, contudo hoje em dia, várias de suas ideias são aceitas pela ciência. 

Em nenhum desses livros ou no conjunto da sua obra Darwin afirmou que somos descendentes dos macacos. Entretanto segundo a revista Super Interessante “Charles Darwin,  nunca disse ou escreveu isso. O que os evolucionistas afirmam é que tanto os macacos de hoje quanto os seres humanos têm um ancestral em comum.”

Darwin morreu em 1882 e ficou marcado na história por seu trabalho considerado brilhante e pelas polêmicas e brigas que suas teses geraram entre cientistas e religiosos. A maior polêmica foi a tese de que os humanos descendem diretamente dos macacos. Ele foi e continua sendo muito odiado e amado, porém todas essas brigas decorreram da falta de leitura sobre sua teoria. Darwin nunca disse que somos macacos falantes e muito menos desprezou a raça humana.

Todo cientista coerente e ético quando se depara com algo que não pode provar concretamente não fica fazendo suposições baseadas em suas convicções pessoais, isso vale para cientistas ateus e religiosos. Eu li dois livros sobre a Biografia de Charles Darwin e suas obras principais e não encontrei palavra alguma referente a nossa descendência dos macacos. Um livro sobre a sua biografia denominado “O Pensamento Vivo de Darwin”, escrito pela especialista em biografias Eide M. Murta Carvalho deixa bem claro que: “Darwin jamais disse que os humanos descendiam de qualquer dos vários tipos de macacos existentes”. (1986, p. 48) Logo à frente o livro enfatiza que: “não há como negar que o acúmulo de indícios trazidos à luz depois que Darwin escreveu A Descendência do Homem prova suficientemente serem o homem e o macaco ramos divergentes de um mesmo tronco” (p.52) Outro fato interessante desse livro ressalta a fé de Darwin em Deus, contrariando a tese de muitos que ele era ateu. Nas palavras do próprio Charles Darwin “há grandeza” nesse modo de ver a vida com seus poderes, tendo originalmente sido soprada pelo Criador (p. 22) Outra afirmação surpreendente sobre o ser humano,  desconfigura a tese de muitos estudiosos de que ele nos considerava apenas como outro animal qualquer da Terra. O próprio Darwin disse que o ser humano “é o animal mais dominante que jamais surgiu na Terra” (p.81)

  Não há até hoje prova concreta que afirma que somos descendentes dos macacos. Nenhum cientista pode afirmar: os seres humanos são macacos evoluídos. Os chipanzés, gorilas, ou outras espécies de macacos não são nossos pais. Respeito muito o trabalho dos cientistas mundo afora. A ciência é para mim um reflexo do Criador. Tudo que os nobres cientistas descobriram até agora revelaram as maravilhas de Deus. A ciência tem o intuito de melhorar a vida aqui na Terra, por isso com base na ciência posso afirmar: O HOMEM NÃO VEIO DO MACACO, EU NÃO SOU MACACO! Eu e você, meu caro leitor, somos membros da Raça Humana.

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O ser humano é o animal mais dominante que jamais surgiu na Terra (Charles Darwin)