O MELHOR TRATAMENTO É A PREVENÇÃO

 

 

Bruna de Oliveira – 9ª Fase de Medicina UFFS

 

A saúde da mulher tem ganhado o cenário mundial, necessitando-se discutir sobre o assunto e atentar para a ampliação da cobertura do atendimento dessas pessoas como um todo, seja para a coleta de preventivo ou Papanicolau, seja rastreamento para outras comorbidades intrínseca desse grupo populacional.

O câncer de mama é considerado problema de saúde pública em decorrência da alta taxa de mortes por ano. É o tipo de neoplasia mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois das doenças de pele, como o melanoma. Responde por 28 % dos casos novos de cânceres por ano no Brasil.

A patologia cancerosa de mama não é exclusiva de mulheres, homens também podem possuir e representa 1% dos casos. É considerado raro antes dos 35 anos de idade e a incidência só aumento com o passar do tempo, com alto risco acima dos 50 anos.

Quando diagnosticado precocemente pode ser tratado de forma bastante efetiva, com grandes chances de preservação da mama. Por outro lado, quando tardio, o que é realidade em diversas regiões nacionais, esse processo fica mais difícil. A forma de rastreio instituída pelo Ministério da Saúde é o exame de mamografia a partir dos 50 anos de idade, podendo ser antecipado em casos de história positiva da doença em familiares de primeiro grau.

O movimento Outubro Rosa, nascido nos Estados Unidos na década de 1990 e no Brasil o Instituto Nacional do Câncer participa desde 2010, visa chamar atenção à população, de modo que suas ações tenham como objetivo realizar o diagnóstico precoce no intuito de diminuir a mortalidade em decorrência da doença.

É notório que as políticas públicas têm se esforçado para uma implantação de formas que auxiliem o profissional da saúde na aquisição e no cuidado com o usuário, principalmente da rede pública. Em 2009, com a implantação do Sistema de Informação do Câncer de Mama (Sismama) o SUS participou de uma ampliação na atenção da saúde da mulher e na agilidade de observar os dados referentes aos casos de neoplasias nessa população específica.

Além da prevenção e o incentivo ao rastreio por meio de exames de imagem, é necessário suporte psicológico às pacientes diante do diagnóstico de câncer. Seja qual for a neoplasia ela traz um valor simbólico, tanto para a pessoa como para a família. Além disso, deve-se entender o contexto geral da Saúde da Mulher e os aspectos subjetivos intrínsecos à mama e o que esta representa à pessoa como um elemento construtor de identidade, perpassando por construções sociais e culturais.

 

 

Referências Bibliográfica:

Medeiros RM, Da Silva G, Côrrea D, Da Luz EL, Schmidt PC. Câncer de mama: Análise situacional em uma cidade do norte do Rio Grande do Sul. Revista Inova Saúde.2013.

Carvalho LVS, Oliveira LC, Evangelista LR, De Souza Júnior JR. Integração Ensino, Serviço e Comunidade: Vivência e Práticas de estudantes de Medicina. XVII Seminário de Iniciação Científica da UEFS; 2013.

Martins AFH, BarbosaTRCG, CezarLC. Análise da campanha Outubro Rosa de prevenção do câncer de mama em Viçosa, MG. Revista de Ciências Humanas; 2015.