PROSPERIDADE?

 

 

Antônio Marcos da Cunha

 

Vou ser bem objetivo e sincero sobre esses dois questionamentos, pois   também vivi a tortura de estar endividado e ter a vida financeira desequilibrada. Há um fator que explica o endividamento desequilibrado da maioria do povo brasileiro: o fator é psicológico, relacionado aos sentimentos. Desde criança somos induzidos pela mídia ao consumismo desenfreado, o melhor carrinho, a melhor boneca, etc. A publicidade veiculada em todas as mídias é cruel, mercenária, pois a única intenção é vender, vender e ganhar a concorrência. Essas propagandas usam todas as ferramentas psicológicas possíveis para entrar em nossas mentes e levar-nos a comprar sem refletir sobre a verdadeira necessidade do que estamos adquirindo. Utilizam-se de artistas famosos, cores, músicas, emoções, pessoas sorrindo, revelando alegria...

Mas por que não hesitamos em comprar de forma desequilibrada? Simples, porque ao adquirir esses produtos temos uma sensação de bem estar, nosso organismo libera a dopamina, neurotransmissor responsável por essa sensação agradável. Inconscientemente nos sentimos seguros emocionalmente, pois muitas pessoas que nos cercam verão que temos aquele produto. É a pseudo sensação de não estarmos sozinhos.

As grandes empresas   sabem muito bem desse fator psicológico e investem pesado nesse tipo de publicidade que “mexe” com nossos sentimentos. Evidentemente, perdemos o controle financeiro, estouramos os limites das contas correntes, cartões de créditos e vamos acumulando dívidas. Em síntese, compramos muitas coisas sem necessidade racional, somente emocional. Uma pergunta: Tudo o que compramos nesse último ano verdadeiramente nos trouxe felicidade? Tínhamos necessidade dessas coisas? Está valendo a pena ter tantos cartões com limites altos? Se não tivéssemos comprado esses produtos, se não tivéssemos utilizado os cartões de créditos, como estaria nossa vida financeira hoje?

Meu amigo, minha amiga, posso te afirmar com muita ênfase, fomos enganados, estão nos manipulando, precisamos sair dessa prisão psicológica e utilizar nosso dinheiro de forma consciente. O consumismo não traz felicidade, somente angústias e muitas vezes desespero. Não é à toa que milhões e milhões de brasileiros estão endividados e falidos. Temos que rever nossa vida financeira para termos prosperidade. A primeira atitude a tomar: sair do círculo vicioso de utilizar cartões de créditos, fazer financiamentos de carros e utilizar o crédito especial da conta corrente, pois seus juros são desumanos, muitas vezes ultrapassam os 10% ao mês, isso é cruel demais, pois a inflação e a taxa de juros CELIC estão bem baixas. Temos que entender que não ter aquele carro zero, aquele sofá enorme ou talvez uma TV smart 8K não vai nos tornar pessoas solitárias e infelizes. Vale a pena esperar mais um pouco e se possível comprar sempre à vista. Temos que sair dessa prisão emocional “DO QUE AS PESSOAS IRÃO PENSAR!”  Estamos presos ao que os amigos e parentes irão pensar se entrarem em nossas casas e verem um sofá antigo ou um carro usado na garagem. Temos que entender que é muito mais saudável termos um carro usado do que a vida financeira arruinada! Parece que estamos competindo com amigos e parentes. Não precisamos disso, esse fardo não nos pertence.

Os momentos mais felizes da minha vida não estavam relacionados ao consumismo, com bens materiais. Quais foram verdadeiramente os momentos mais felizes da sua vida? Infelizmente milhões de brasileiros estão presos ao terrível sentimento sobre o que os outros irão pensar! Muitas vezes essa prisão é pior que um vício. Tenho certeza que Deus não quer que você seja um escravo, uma pessoa financeiramente desequilibrada, com dívidas e mais dívidas. Deus nos quer felizes, para isso precisamos fazer a nossa parte, precisamos rever toda nossa vida financeira. Vamos nesse ano evitar os cartões, os financiamentos ou qualquer outra modalidade de crédito que têm juros altos, vamos comprar mais à vista, vamos sair dessa ilusão de querer comprar tudo que aparece na mídia, vamos, meus amigos, guardar nosso dinheiro, ele tem muito valor, ao invés de conta corrente e cartão vamos investir na poupança, no tesouro direto, ou qualquer investimento que nos traga retorno e não juros desumanos. Duas  perguntas intrigantes: quanto será que pagamos de juros nos últimos dez anos? O que daria para comprar hoje com os juros que pagamos nos últimos dez anos? Meus amigos precisamos mudar radicalmente nossa vida econômica!

  Deixo agora, como sugestão, 7 Metas para 2019:

1 - Sair da escravidão dos que os outros irão pensar.

2 – Comprar muito mais à vista.

3 -  Comprar pela razão e nunca pela emoção.

4 – Livrar-se da ilusão do crédito fácil, dos financiamentos com juros abusivos.

 5 -  Guardar todo mês um pouco de dinheiro.

 6 -  Compreender que o consumismo é uma ilusão

 7 - Confiar em Deus que nos dá a verdadeira prosperidade.

 

Nós vamos conseguir, Deus está ao nosso lado. Com essas metas vamos vencer as nossas dívidas e alcançar a verdadeira prosperidade